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Brasileira relata ter ficado um mês em CTI após ser agredida pelo noivo na Itália
30/07/2020
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O Itamaraty acompanha o caso de uma brasileira que foi agredida pelo noivo na Itália no mês de junho. Caroline Paiva de Souza tem 26 anos e, em entrevista exclusiva ao G1, relatou ter ficado um mês internada no Centro de Terapia Intensiva (CTI) de um hospital italiano.

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A agressão aconteceu na cidade de Palermo, região da Sicília, na Itália, no início de junho. Caroline teve traumatismo craniano e ossos quebrados pelo agressor.

A brasileira morava com a família na cidade de Alfenas (MG), mas há mais de dois anos mudou-se para a Itália, para estudar e trabalhar como DJ. Em 2020, ela e o namorado de 30 anos, que é italiano, ficaram noivos e planejavam se casar em dezembro.

Segundo Carolina, o crime aconteceu após uma viagem juntos para a casa da família do noivo, enquanto retornavam de táxi. Não havia histórico anterior de violência entre o casal.

“Ele começou a falar que estava ficando nervoso, que precisava parar para rezar. Pediu ao taxista que parasse o carro para que ele encontrasse uma igreja e me pediu para ir junto. Quando chegamos próximo a um estacionamento que não tinha ninguém, ele me pegou pelo pescoço. Tentou quebrar duas vezes”, contou Caroline.

Depois de questionar o motivo das agressões, o ex-noivo mandou que ela não pedisse ajuda, que ficasse quieta. As agressões continuaram.

“Ele começou a me dar socos, quebrou meu nariz, bateu meu rosto no chão. Assim, eu perdi a consciência. Enquanto estava desmaiada, algumas câmeras flagraram ele quebrando um garrafa e cortando meu pescoço com ela. Então, ele achou que eu estava morta, arrastou meu corpo e escondeu embaixo de um trailer".

 

O homem voltou para o carro e contou que a noiva havia ido embora. Como estava sujo de sangue, o taxista desconfiou e acionou policiais que estavam na região.

Caroline foi encontrada em um canteiro de flores, conseguiu pedir ajuda, mas logo depois desmaiou novamente. “Eu acordei embaixo do trailer. Como estava muito machucada, não conseguia me levantar, mas consegui me rastejar até um lugar que pudesse pedir ajuda".

Recuperação

Caroline ficou em coma, foi submetida a uma cirurgia, passou por três tentativas de reanimação e precisou de transfusões de sangue. Agora, ela está em uma casa em endereço secreto, protegida pela polícia.

Segundo ela, o Consulado Brasileiro da Itália a procurou ainda no hospital e ofereceu ajuda e suporte jurídico. O ex-noivo foi preso em flagrante, onde ficará até o julgamento. A primeira parte do processo será ainda em 2020.

Apesar dos traumas físicos e psicológicos, Caroline conta que quer seguir em frente. "Foi horrível, mas eu quero recomeçar a minha vida, quero melhorar e eu vou lutar por justiça até o final. Passar por isso me fez acreditar que eu estou aqui por alguma missão e quero ajudar outras mulheres vítimas de violência".

Suporte

Procurado pelo G1 Sul de Minas, o Ministério das Relações Exteriores disse que acompanha com atenção o caso da brasileira Caroline, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Roma. O órgão disse que presta apoio consular legal e materialmente possível.

Questionado sobre a volta de Caroline ao país, o Ministério afirmou que não há nenhum impedimento legal para o retorno. E que por conta do direito à privacidade, não pode fornecer mais informações sobre o processo no país europeu.

Fonte:https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2020/07/30/brasileira-relata-ter-ficado-um-mes-em-cti-apos-ser-agredida-pelo-noivo-na-italia.ghtml



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