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Polícia Federal investiga suposta contaminação de produtos das marcas Fazenda Mineira e Lac
20/6/2011
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É bom o consumidor mineiro ficar de olho no leite produzido no próprio estado. Quase quatro anos depois de a Polícia Federal (PF) prender 27 suspeitos por adulteração do alimento numa cooperativa do Triângulo Mineiro (Coopervale) e noutra no Sudoeste (Casmil), na Operação Ouro Branco, em alusão à importância econômica do produto, a corporação deflagrou, ontem, a Ouro Branco 2. Com apoio do Ministério Público Estadual (MPE) e do Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), vinculado ao Ministério da Agricultura, cerca de 40 policiais cumpriram um mandado de busca e apreensão na unidade de Campo Belo (Região Sul) da Nova Mix Industrial e Comercial de Alimentos Ltda, fabricante do Fazenda Mineira, e outro na Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina de Responsabilidade Ltda (Zona da Mata), dona da marca Lac.

As duas empresas, juntas, têm capacidade para produzir 500 mil litros por dia. Desta vez, porém, ninguém foi detido. Mas, a exemplo do que ocorreu na primeira operação, a Ouro Branco 2 constatou que parte do alimento fabricado tanto na cooperativa da Zona da Mata quanto na do Sul do estado continha “ingredientes” que tornam o leite impróprio ao consumo humano. Laudos periciais detectaram mistura com água, açúcar e, segundo o delegado Marinho Rezende, chefe da área Fazendária da PF, até “soda cáustica”.

A PF quer saber se essa substância, usada para limpar tanques de leite, foi encontrada no produto por negligência dos fabricantes ou com vista ao lucro, pois tem capacidade de reduzir a acidez do alimento. A mistura com água e sal aumenta tanto o volume do alimento quanto seu prazo de acondicionamento. Médicos alertam que as substâncias, dependendo da quantidade de “ingredientes”, podem corroer o esôfago e causar gastrite, diarreia, náusea e vômitos. As substâncias foram encontradas no leite tipo UHT longa vida integral das duas empresas, mas a PF não informou se exclusivamente a soda cáustica foi confirmada no produto de ambas as fábricas ou apenas numa delas.

“Encaminhamos três amostras de cada produto ao laboratório, onde foram detectadas várias irregularidades, como adição de cloreto e soda cáustica. Os autos apuraram que as marcas estavam impróprias para consumo humano. Solicitamos mandado de busca e apreensão para virmos às empresas e coletar novas amostras para a contraprova. O resultado deve sair em 15 dias”, disse o delegado.

INVESTIGAÇÕES 
As investigações começaram depois de denúncias de moradores das duas regiões. A filial da Nova Mix em Campo Belo – o escritório central fica em São Paulo –produz 200 mil litros diários de leite, mas o forte da empresa são os queijos que exibem a embalagem Quatá, como o Minas frescal. O diretor comercial da fabricante, Maurício Cardoso Franco, afirmou que não teve conhecimento do resultado dos exames pedidos pela Polícia Federal. E sustentou “ter certeza de que os produtos estão dentro das normas legais”. A empresa tem outras quatro unidades no país. Em Vazante (Noroeste de Minas), são produzidos provolone e parmesão; em Douradoquara (Alto Paranaíba), gorgonzola; em Teodoro Sampaio (SP), queijos como o Minas frescal, ricotas e similares; em Mercedes (PR), musarela palito e outros.

Já a produção na cooperativa de Leopoldina – a capacidade diária é de 300 mil litros de leite – abastece os mercados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e do Nordeste. A cooperativa, que programou em 2011 faturar 10% a mais do que no ano passado, investiu, recentemente, R$ 15 milhões na construção de uma torre de secagem do produto. O objetivo é entrar no mercado de leite em pó, produto que pode conquistar mercado externo, pois, além de ser armazenado por maior tempo, tem valor agregado.

Em 2010, a fabricante da Lac já havia feito investimentos em maquinários, aumentando a capacidade diária de 200 mil litros para os atuais 300 mil. Na empresa, os funcionários informaram que nenhum diretor da cooperativa se pronunciaria sobre a Ouro Branco 2.

Punição

O delegado Marinho Rezende informou que, se comprovada a culpa das empresas na adulteração do leite, os infratores vão responder pelo crime contra a saúde pública, previsto no Código Penal Brasileiro (CPB) e cuja pena pode chegar a quatro anos de detenção. “Ouvimos cerca de 10 pessoas em cada empresa. O laudo deve ficar pronto no início de julho”, acrescentou o delegado. Para cumprir os dois mandados de busca e apreensão, a corporação deslocou cerca de 40 agentes e delegados a Campo Belo, no Sul de Minas, a 220 quilômetros de Belo Horizonte, e a Leopoldina, na Zona da Mata, a 320 quilômetros da capital.

As duas equipes, reforçadas pelo MPE e técnicos do Lanagro, com sede em Pedro Leopoldo, na Grande BH, começaram a cumprir os mandados de busca e apreensão por volta das 8h. Os delegados ouviram funcionários ainda no local, mas nada impede que novos depoimentos sejam feitos nos próximos dias.

Ação dos federais

Operação Ouro Branco 

Em outubro de 2007, cerca de 200 agentes da Polícia Federal, da Polícia Militar, do Ministério Público Estadual e outras instituições apreenderam grande quantidade de leite, na Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale), em Uberaba (Triângulo), e na Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil), em Passos, com soda cáustica e outros ingredientes nocivos à saúde. Vinte e sete pessoas foram presas na época. Parte do alimento era enviada para São Paulo. A investigação teve início depois de um ex-funcionário de uma das cooperativas denunciar, à Polícia Federal, que ao leite era “batizado” com outros produtos.

Operação Ouro Branco 2
Depois de denúncias, a Polícia Federal enviou ao Laboratório Nacional Agropecuário (Lanagro), em Pedro Leopoldo, três amostras dos leites Fazenda Mineira, produzido pela Novamix Industrial e Comercial de Alimentos Ltda, de Campo Belo (Região Sul), e LAC, da Cooperativa dos Produtores de Leite de Leopoldina de Responsabilidade Ltda (Zona da Mata). Os peritos concluíram que as amostras contém produtos impróprios para o consumo, como solda cáustica, levando a Justiça a autorizar a PF a apreender novas amostras para contraprova. Os novos resultados devem sair em 15 dias.

 Fonte: Paulo Henrique Lobato - Estado de Minas



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