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Indústria mantém queda, mas dá sinais de recuperação no Sul de Minas
8/12/2016
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Segundo Fiemg, cenário está melhor, mas ainda não há recuperação. Faturamento real das empresas acumulou redução de 6,3% até setembro.

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Matéria extraída do G1

O desempenho da atividade industrial no Sul de Minas começou a dar sinais de que pode melhorar nos próximos meses. Segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), a queda nos níveis de faturamento, produção, horas trabalhadas e massa salarial ainda é acentuada, mas apresenta uma leve recuperação após nove meses de quedas consecutivas. O levantamento reflete o período que vai de janeiro a setembro deste ano.

"A gente não pode falar em recuperação ainda, mas, principalmente, pelos dados de faturamento, a gente percebe que, no acumulado, há uma redução cada vez menor. Não há uma recuperação, mas está piorando menos", explica a analista de estudos econômicos da Fiemg, Daniela Araújo Costa Muniz. "Há uma desaceleração na queda, o que não deixa de ser bom", avalia.

A Fiemg não divulga quantas empresas foram ouvidas para compor o levantamento nem faz comparativo entre cidades. Mas o resultado consolidado dá uma dimensão de como a segunda maior economia dentro do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais tem se comportado diante do atual cenário de recessão.

O relatório apresenta percentuais de faturamento, horas trabalhadas, nível de emprego, utilização da capacidade instalada da fábrica e massa salarial (que considera valores ganhos com salários, direitos e benefícios trabalhistas, como 13º, horas extras e abonos). Por ele, é possível observar que o setor de alimentos apresentou uma pequena reação no mês de setembro e que o emprego voltou a ficar positivo nos setores de produtos minerais e máquinas e equipamentos elétricos.

"A queda atingiu a indústria de transformação de modo geral, mas o setor de alimentos apresentou tendência a desacelerar menos. É preciso considerar que esse é um setor de bens essenciais, o que em parte explica esse desempenho. Quando há períodos de crise econômica, as pessoas costumam deixar de comprar outras coisas para comprar alimentos", observa a analista.

Os dados do terceiro trimestre de 2016 mostram que a retração no faturamento no setor de alimentos foi de 14,5% entre janeiro e setembro, comparando-se com o mesmo período de 2015. O segmento de massas e biscoitos foi o que mais pesou no resultado. No entanto, houve aumento na utilização da capacidade instalada (UCI) das fábricas durante o mesmo período (de +6%) e, no comparativo entre setembro e agosto, as vendas cresceram 5,4%- são esses fatores que, de acordo com a Fiemg, podem indicar alguma reação econômica em meio a meses de perdas.

 

Geração de empregos

Já no setor de produtos minerais, a recomposição do quadro de funcionários das empresas de produtos cerâmicos não-refratários teve impacto sobre o nível de emprego, que cresceu +1,5% na região nos nove primeiros meses do ano, enquanto o desempenho do Estado ficou em -3,5%. Apesar disso, o faturamento acumulado até setembro permaneceu negativo no Sul de Minas, com queda de 5,4%.

No setor de máquinas e equipamentos elétricos, o emprego também aumentou (+4,1% contra -9,6% em MG) mesmo com a redução das vendas (-7,1%). Já no setor de veículos automotores, a retração na venda de autopeças no mercado nacional impactou negativamente no desempenho das fábricas locais. De acordo com a Fiemg, o emprego recuou -15,5% entre janeiro e setembro e o faturamento ficou em -17,3%.

Retomada sutil nas contratações

Relatórios anteriores apresentados pela FJP e pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, reforçam também que, ainda que tímida, a indústria dá indícios de uma futura recuperação.

Em Minas Gerais, o PIB do segundo trimestre (publicado em setembro e o mais recente elaborado pela FJP) aumentou em 0,1%, enquanto o indicador brasileiro apresentava retração de 0,6%. Para o Estado, o desempenho da indústria pesou favoravelmente, confirmando o setor de alimentos como carro-chefe, conforme a fundação.

Mais especificamente na indústria sul-mineira, dados do Caged mostram que as demissões perderam o ritmo. Comparando-se outubro de 2016 com outubro de 2015, o saldo entre número de desligamentos e contratações das fábricas foi de - 2.646 trabalhadores, dos quais apenas 8,5% foram registrados entre janeiro e outubro deste ano.

Entre as 10 maiores economias da região, Passos teve o melhor saldo de empregos de janeiro a outubro. Das 577 contratações no período, 317 foram na indústria.


Sul de MG responde por quase 10% da indústria estadual


De acordo com a FJP, a indústria representa 30,7% da economia mineira. Ainda conforme a fundação, o Sul de Minas contribui com 9,6% do capital gerado nesse segmento. Apenas a indústria corresponde a 24,1% do PIB regional, com destaque para as cidades de Poços de Caldas, Pouso Alegre, Extrema, Varginha e Itajubá, que respondem por quase metade do PIB da região, segundo o relatório de 2015, o mais recente publicado pela fundação.

Fonte: G1


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