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Ministério Público investiga fraude fiscal de R$ 100 milhões em empresa de Boa Esperança, MG
10/8/2018
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 O Ministério Público cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em uma operação que apura a fraude fiscal que chega a R$ 100 milhões em Boa Esperança (MG). O alvo da Operação Filho Pródigo, realizada na manhã desta quinta-feira (9), é a Hema Distribuidora, empresa atacadista da cidade. Em nota, a empresa afirmou que só vai se pronunciar após a conclusão da investigação e que está à disposição da Justiça.

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Esta é a primeira fase da operação e, segundo o MP, a empresa do Sul de Minas é a principal envolvida no esquema milionário de sonegação fiscal. As investigações, que começaram com a Receita Estadual, apontaram que o estabelecimento comprava mercadorias sem nota fiscal, com notas frias forjadas por uma filial em Goiás. A filial era uma empresa de fachada.

As mercadorias compradas, a maioria de bebidas, eram vendidas por preços abaixo do mercado. Os preços chamavam atenção de outras empresas concorrentes e várias denúncias foram registradas no Ministério Público e na Receita Estadual.

O MP apurou que o chefe da quadrilha de fraude seria o irmão do prefeito de Boa Esperança e diretor executivo da empresa Hema. Os mandados foram cumpridos na casa dele, de funcionários, sócios e um contador.O esquema funcionou entre 2015 e 2017 e rendia cerca de R$ 1,5 milhão por mês aos envolvidos. Segundo o MP, a mesma empresa estaria envolvida em outras esquemas fraudulentos desde 2012.

Os alvos da operação devem responder por organização criminosa e sonegação fiscal. A pena para os crimes pode chegar a 10 anos de prisão. Ao todo, participaram da operação do Ministério Público três promotores de Justiça, três delegados, 20 policiais civis e 30 auditores fiscais.

Leia a nota enviada pela empresa Hema na íntegra:

"Em resposta a notícia veiculada em 09 de agosto, pelos veículos de comunicação que envolve o nome da distribuidora, em investigação de suposta sonegação fiscal declaramos que iremos nos manifestar, assim que os fiscais da receita federal concluam a investigação. Até lá, a empresa reitera que suas portas estão abertas e a disposição da Justiça."

Fonte: G1



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