Alfenas

Cachorra “comunitária” ataca e fere criança em Alfenas

Muitos defendem, mas quando acontece situações de riscos não se responsabilizam pelos animais e não conseguem proteger os mesmos.

11 de dezembro de 2024

Um ataque de um cachorro vira-lata a uma criança de 4 anos na Rua Angelim, no bairro Vale Verde, em Alfenas, trouxe à tona a crescente preocupação com os animais de rua na cidade. O incidente, ocorrido na tarde desta terça-feira (10/12), resultou em ferimentos graves no rosto da menina, que agora enfrenta o risco de viver com cicatrizes permanentes.

A mãe da criança, que prefere não se identificar, relata que o ataque aconteceu quando o cachorro, em busca de abrigo devido à forte chuva, entrou na garagem de sua casa. “Quando fui guardar o carro, ela avançou na minha filha. Não dava para acreditar no que estava acontecendo”, contou, visivelmente abalada.

Segundo ela, o animal, que tem porte grande, atacou a criança de forma agressiva, rasgando seu rosto antes de ser retirado do local.

A menina foi imediatamente levada para o hospital, onde passou por um procedimento cirúrgico. “Ela está agora no bloco cirúrgico”, disse a mãe. O caso é ainda mais preocupante, pois a criança poderá ficar com cicatrizes visíveis no rosto para o resto da vida.

Esse não é um caso isolado em Alfenas. De acordo com moradores de diferentes pontos da cidade, a presença de cachorros de rua tem se tornado cada vez mais comum e perigosa.

Em um dos pontos mais afetados, a Praça Doutor Emílio da Silveira, próximo ao ponto da circular, dezenas de animais ficam espalhados pelas ruas. Inclusive, motoboys já foram vítimas de ataques dos animais.

Nesta quarta-feira (11/12) nossa produção fez imagens dos animais dentro da recepção principal da prefeitura e no jardim espalhados, são diversos cachorros, alguns deles de porte grande.

A situação vem gerando um crescente debate sobre a eficácia da política de “cachorros comunitários” adotada pelo município. A prática permite que os animais de rua sejam alimentados e cuidados pela comunidade, mas não exige que haja controle sobre sua saúde ou comportamento.

Pedrinho Minas Acontece, vereador eleito da cidade, falou sobre essaa política. “A política de ‘cachorros comunitários’ é irresponsável e precisa ser alterada. Não podemos colocar em risco a segurança das pessoas e dos próprios animais. Precisamos identificar os responsáveis por esses cães e responsabilizá-los, caso eles causem transtornos”, afirmou. “A solução passa pela ampliação do canil municipal e pela criação de um sistema de microchipagem para controle dos animais.”

O incidente no bairro Vale Verde também reacendeu o debate sobre a presença de cães nas áreas residenciais. Na noite de ontem, moradores do condomínio Mont Blanc decidiram, em reunião urgente, expulsar os cães comunitários de suas dependências. Há relatos de que os cães estavam avançando nos moradores e gerando um clima de insegurança.
Como parte das novas regras, será instalada uma trava adicional nos portões do condomínio e um funcionário será designado para remover os cães das áreas comuns.

Com o aumento do número de ataques e a insatisfação da população, a pressão sobre a Prefeitura de Alfenas para que adote medidas urgentes está crescendo. A criação de um controle mais rigoroso sobre os animais comunitários, incluindo identificação via microchip e uma gestão mais eficiente dos abrigos, é uma das principais demandas.

A situação tornou-se ainda mais urgente após o caso dramático envolvendo a criança no bairro Vale Verde. A mãe da menina fez um apelo às autoridades: “Espero que isso sirva para que algo seja feito, para que outras famílias não passem pelo que estou passando agora.”

O caso segue repercutindo entre os moradores, que agora enfrentam a difícil tarefa de encontrar uma solução eficaz para o problema dos cães nas ruas, sem prejudicar os direitos dos animais e garantindo a segurança da população.

Da Redação