Alfenas
Filha denuncia mãe blogueira por racismo, homofobia e violência psicológica em Alfenas
Jovem afirma sofrer agressões desde os 16 anos após assumir orientação sexual e relata ofensas, ameaças e suposta exploração financeira envolvendo a avó. A denunciada ainda chama a própria mãe de “desgraça” e afirma que ela morreu há seis anos, mesmo estando viva.
27 de abril de 2026
A reportagem do portal de notícias Minas Acontece foi procurada neste sábado (25/04) por uma filha denunciando a própria mãe por racismo, homofobia e violência psicológica. Ela relatou que, desde os 16 anos, quando assumiu para a família ser homossexual, sua vida virou um inferno. Segundo a jovem, sua mãe, Franciele Quintino, faz ataques homofóbicos constantes, e que já chegou a agredi-la por conta disso, além de também ter agredido suas parceiras homoafetivas.
Indignada, a vítima afirma já ter denunciado a mãe na Delegacia de Polícia Civil, mas que as medidas não surtiram efeito. Segundo ela, as agressões verbais e físicas continuam, motivadas pela não aceitação de sua orientação sexual. A jovem disse ainda que pretende registrar uma nova denúncia para tentar cessar a situação vivida dentro da própria casa.
Ela apresentou um print de uma conversa de Franciele com o irmão, na qual o chama de “sapatão” e, ainda, faz ataques à própria mãe, chamando-a de “desgraça” e afirmando que ela teria morrido há seis anos, apesar de estar viva, sendo uma idosa de 68 anos.

A filha relata também que é constantemente chamada de “macho-fêmea” pela mãe. Além das ofensas, denuncia perseguições e afirma que Franciele teria feito empréstimos em nome da própria mãe e realizado compras em uma loja de materiais de construção sem efetuar o pagamento, deixando as dívidas para a avó da vítima — prática que pode configurar crime previsto no Estatuto do Idoso.
Revoltada, a jovem procurou a reportagem para dar publicidade ao caso e, segundo ela, desmascarar a imagem que a mãe mantém nas redes sociais como “boa samaritana”, alegando que, fora das câmeras, a realidade seria marcada por preconceito e conflitos familiares.
O espaço permanece aberto para que a blogueira Franciele Quintino apresente sua versão sobre os fatos denunciados pela própria filha, que afirma possuir provas das acusações.
A jovem disse que pretende formalizar uma nova denúncia junto à polícia em razão dos recentes episódios.
Vale ressaltar que a homofobia é equiparada ao crime de racismo, sendo imprescritível, com penas que variam de 1 a 5 anos de reclusão, além de multa. Atos de discriminação baseados em raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, orientação sexual ou identidade de gênero são enquadrados na Lei nº 7.716/1989, com agravantes quando praticados por meios de comunicação.
Maria da Penha
A pena para o crime de violência psicológica contra a mulher é de reclusão de 6 meses a 2 anos e multa, conforme estabelecido no artigo 147-B do Código Penal.
Somando todas as penas Franciele pode pegar até 7 anos e 06 meses de prisão.
Por Pedro Alencar Azevedo – @pedrinhominasacontece