Poço Fundo
Idoso de 68 anos tem cirurgia cancelada duas vezes por erro do hospital em Poço Fundo; caso expõe grave falha no atendimento
Paciente ficou meses sem medicação aguardando procedimento de artroplastia do quadril; erro no material cirúrgico impediu operação mesmo após internação
21 de abril de 2026
Um grave caso envolvendo falhas no atendimento de saúde pública em Poço Fundo, no Sul de Minas, levanta questionamentos sobre a responsabilidade e a organização do Hospital Gimirim. Um idoso de 68 anos teve a cirurgia de artroplastia do quadril cancelada por duas vezes, mesmo após meses de preparação e sofrimento.
O paciente aguardava pelo procedimento desde o ano passado e, seguindo orientação médica, permaneceu cerca de quatro meses sem o uso de medicamentos para dor, etapa necessária para a realização da cirurgia. A primeira tentativa estava marcada para o dia 30 de março, mas foi cancelada sem a devida resolução, atingindo também outros pacientes que aguardavam atendimento.
Após nova remarcação, a cirurgia foi agendada para o dia 20 de abril. O idoso passou por todo o processo novamente: deslocamento entre cidades, internação e preparação pré-operatória. Ele chegou a ser encaminhado ao centro cirúrgico após passar a noite no hospital.
No entanto, já na mesa de cirurgia, a equipe médica constatou um erro grave: o material disponibilizado para o procedimento estava incorreto, impossibilitando a realização da operação. Diante da falha, a cirurgia foi cancelada pela segunda vez.
O paciente foi retirado do centro cirúrgico e liberado para retornar para casa, sem a realização do procedimento que aguardava há meses.
A situação evidencia possíveis falhas no planejamento, na logística e na conferência de materiais essenciais para cirurgias de alta complexidade. Mesmo com toda a documentação médica previamente entregue, incluindo exames e laudos de uma cirurgia anterior realizada na Fundação Hospitalar Alzira Velano, o erro não foi evitado.
O caso expõe não apenas a desorganização da unidade hospitalar, mas também os impactos físicos e emocionais causados ao paciente, que permanece em sofrimento e sem previsão concreta para a realização da cirurgia.
Diante da gravidade, o episódio levanta a necessidade de investigação por parte das autoridades de saúde e órgãos fiscalizadores, além de uma resposta clara da administração do hospital sobre as falhas ocorridas.
A população cobra providências urgentes para que situações como essa não se repitam, garantindo mais respeito, segurança e dignidade aos pacientes que dependem do sistema de saúde.
Por Pedro Alencar Azevedo
@pedrinhominasacontece
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