Sul de Minas

Jovem executa ex-padrasto que matou sua mãe com 20 facadas

O crime ocorreu em frente ao batalhão da PM, suspeito tinha apenas 7 anos quando presenciou o assassinato da mãe e teria jurado acerto de contas.

6 de abril de 2026

Por Pedro Alencar Azevedo – @pedrinhominasacontece

FRUTAL, MG – Um enredo digno de cinema, mas com o rastro real de sangue e tragédia, chocou a cidade de Frutal, no Triângulo Mineiro. Rafael Garcia foi executado a tiros em plena luz do dia, em um crime que as autoridades acreditam ter sido movido por um sentimento guardado por mais de uma década: a sede de justiça de um filho.

O Acerto de Contas

O principal suspeito da execução é o ex-enteado de Rafael, um jovem de 19 anos. Segundo testemunhas e investigações preliminares, o rapaz nunca superou o trauma ocorrido há 12 anos. Na época, com apenas 7 anos de idade, ele perdeu a mãe, assassinada por Rafael com 20 facadas após uma crise de ciúmes na saída de uma festa de rodeio.

Rafael cumpriu parte da pena, mas foi colocado em liberdade recentemente, beneficiado pela falta de vagas no sistema prisional mineiro. O que ele não esperava é que, ao caminhar pelas ruas de Frutal em um dia ensolarado de março, o passado bateria à sua porta. Ele foi atingido por cinco disparos de arma de fogo, curiosamente, em frente ao batalhão da Polícia Militar.

A Manifestação da Defesa

Nesta quinta-feira (2), a defesa do jovem se manifestou publicamente. Em entrevista à Rádio 102FM, os advogados José Rodrigo Almeida e Isabella Kathrine confirmaram que o cliente pretende assumir a responsabilidade pelo homicídio.

“O jovem relatou envolvimento no crime e demonstrou total disposição em colaborar e assumir os fatos. Ele apresenta um abalo emocional profundo, reflexo de uma vida marcada por essa tragédia familiar”, pontuou a defesa.

Impasse na Apresentação

Os advogados informaram que tentaram realizar a apresentação espontânea do suspeito, mas o delegado responsável já havia solicitado a prisão cautelar. Devido a questões de plantão e ao trâmite do mandado de prisão, a entrega oficial ainda não havia sido concretizada até o fechamento desta matéria.

O caso divide opiniões na cidade. Enquanto a justiça segue os ritos da lei, nas ruas o comentário é um só: a pólvora que tirou a vida de Rafael estava carregada com o trauma de uma criança que viu o mundo desmoronar aos 7 anos de idade.

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