Sul de Minas
MPMG deflagra Operação Chave Mestra contra grupo suspeito de fraudes bancárias no Sul de Minas
Esquema envolvia funcionários de agências bancárias e tinha como principais vítimas idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade
29 de abril de 2026
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (GAECIBER), deflagrou na manhã desta quarta-feira (29) a Operação Chave Mestra, com o objetivo de aprofundar investigações sobre crimes de furto mediante fraude eletrônica e estelionato praticados contra uma instituição financeira e seus clientes no Sul de Minas.
A operação contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) Regional de Pouso Alegre, além de agentes das Diretorias de Inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), e militares do 20º Batalhão da Polícia Militar.
Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em nove endereços nas cidades de Pouso Alegre, São Sebastião da Bela Vista, Congonhal e Silvianópolis. A ação tem como foco desarticular o núcleo operacional de um grupo composto por oito investigados. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas para preservar o andamento das investigações.
Esquema fraudulento
De acordo com as apurações, os suspeitos atuavam como funcionários de agências bancárias e realizavam a contratação de empréstimos e pacotes de serviços sem o conhecimento ou autorização dos correntistas.
As vítimas eram, em sua maioria, pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade, além da própria instituição financeira. O grupo utilizava as contratações fraudulentas para simular o cumprimento de metas de um programa de fidelidade do banco, inserindo indicações fictícias nos sistemas internos.
Com isso, os investigados recebiam bonificações financeiras em contas pessoais, por meio de cashback. Para dificultar a descoberta das irregularidades, o grupo ainda alterava dados cadastrais das vítimas, o que comprometia o contato do banco com os clientes e atrasava a identificação das fraudes.
Materiais apreendidos
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos diversos equipamentos e documentos, que agora serão analisados pela equipe técnica do Ministério Público. Entre os itens recolhidos estão:

* 12 aparelhos celulares
* 3 notebooks
* 1 CPU
* 1 cartão de memória
* 5 pen drives
* 4 cartões bancários
* Documentos diversos
Todo o material passará por extração e análise de dados telemáticos e financeiros para auxiliar no avanço das investigações.
O MPMG informou que o inquérito segue sob sigilo, com o objetivo de apurar o valor total dos prejuízos causados e identificar possíveis outros envolvidos no esquema criminoso.
Por Pedro Alencar Azevedo
@pedrinhominasacontece – MAGAIVER TV