Alfenas
PCMG conclui inquérito e descarta crime na morte de idosa encontrada em cafezal em Campestre
Subtítulo: Investigações apontam ausência de violência; vítima apresentava sinais de demência e possível desorientação antes do desaparecimento
29 de abril de 2026
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito policial que apurava a morte de uma mulher de 74 anos, encontrada em um cafezal no município de Campestre, no Sul de Minas, no último dia 21 de abril, após três dias de buscas.
De acordo com a corporação, não foram identificados indícios de morte violenta. A perícia técnica esteve no local assim que o caso foi comunicado e não constatou sinais de agressão física. Também foram descartadas, ao longo das investigações, as hipóteses de violência sexual, suicídio ou qualquer outro tipo de ação criminosa.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Poços de Caldas, onde exames necroscópicos confirmaram a ausência de lesões relacionadas à violência. Já análises complementares realizadas em Belo Horizonte afastaram a possibilidade de envenenamento ou ingestão de substâncias tóxicas.
As apurações indicaram ainda que a idosa apresentava um quadro inicial de comprometimento cognitivo, compatível com demência. Segundo a investigação, essa condição pode ter sido agravada por um acidente de trânsito ocorrido dias antes, no município de Alfenas, o que pode ter contribuído para sua desorientação.
A mulher foi localizada em uma área rural, com vestes parcialmente retiradas. A Polícia Civil esclareceu que o fato, embora inicialmente tenha levantado suspeitas, não possui relação com qualquer tipo de violência.
Durante o inquérito, os policiais também rastrearam o trajeto da vítima desde sua saída do estado de São Paulo. Testemunhas ouvidas confirmaram que ela já apresentava sinais de confusão mental antes do desaparecimento.
Segundo o delegado regional Marcos Pimenta, equipes das unidades de Poços de Caldas, Campestre e Alfenas atuaram de forma integrada para esclarecer completamente o caso. “Todos os esforços foram empregados para reunir elementos que descartassem qualquer hipótese de crime”, destacou.
Diante das evidências, a Polícia Civil concluiu que a morte não possui natureza criminosa. O inquérito foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário.
Por Pedro Alencar Azevedo – @pedrinhominasacontece – MAGAIVER TV