Poços de Caldas
Médico é condenado a mais de 20 anos pela retirada ilegal de órgãos do menino Paulo Pavesi
A pena deverá ser cumprida em regime fechado e a Justiça negou o direito de recorrer em liberdade.
20 de abril de 2022
Foi condenado a pena de 21 anos e oito meses em regime fechado o médico Álvaro Ianhez, acusado de ser um dos autores da morte do garoto Paulo Veronesi Pavesi, ocorrida em abril de 2000, em um hospital de Poços de Caldas. A denúncia oferecida pelo Ministério Público (MPMG) apontou que Álvaro foi um dos médicos que, por meio de ações e omissões voluntárias, causaram a morte da vítima, uma criança de 10 anos de idade.
Ele foi condenado pelo homicídio, enquanto o crime de remoção de órgãos prescreveu antes mesmo de o denunciado ser levado a julgamento.
Na época, a criança chegou a ser atendida no hospital da Santa Casa de Misericórdia da cidade após sofrer traumatismo craniano em função de uma queda. Ainda segundo o MPMG, os médicos atuaram para precipitar a morte da vítima, pois pretendiam utilizar os órgãos em outros pacientes deles.
O processo foi desaforado para o Primeiro Tribunal do Júri Belo Horizonte, e outros dois médicos já foram condenados, em janeiro de 2021, a penas de 25 anos de prisão. Eles conseguiram habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para aguardar a fase de recurso em liberdade. Outro médico julgado na mesma data foi absolvido.
Na ocasião daquele julgamento, Álvaro Ianhez destituiu sua equipe de defensores, o que ocasionou o desmembramento do processo e o adiamento da sessão de julgamento em relação a ele.
O julgamento
O júri do médico, então, teve início na tarde de terça-feira , e ocorreu de forma parcialmente virtual, uma vez que todos os depoimentos foram tomados por videoconferência. O pai da vítima foi ouvido de Milão, na Itália, e outras testemunhas das cidades de Poços de Caldas, Cruzília, Campinas e Porto Alegre. Já o acusado foi ouvido da cidade de São Paulo.
Da Redação