Alfenas

PRESIDENTE DA CÂMARA QUE ADIA A POSSE DO PRIMEIRO SUPLENTE E AUMENTA SALÁRIO DE CARGO DE CONFIANÇA PARA R$ 27 MIL

Será que, por falta de conhecimento jurídico e rinchas pessoais, alguns vereadores viraram marionetes da assessoria jurídica da Casa?

11 de junho de 2026

Em Alfenas, desde o dia 14 de maio, data do falecimento do vereador José Batista Neto, a presidência da Casa, que deveria chamar o primeiro suplente, Luciano Solar, como é de praxe em quaisquer câmaras municipais do Brasil, não o fez. Alegam que o primeiro suplente renunciou ao cargo que nem assumiu. Segundo a Câmara Municipal, foi protocolado um documento registrado em cartório, no qual o mesmo renunciou ao cargo de suplente. Versão essa que Solar contesta, dizendo que ele próprio não protocolou documento algum na Câmara Municipal nesse sentido e que o documento foi protocolado pelo segundo suplente, Guinho do PT. Afirmou ainda que isso equivale a um contrato de gaveta, apenas uma intenção que não tem validade jurídica alguma.

A questão é que o ex-vereador Guinho, segundo suplente na pretensão da vaga, teve seus direitos políticos cassados por possuir condenação por um colegiado em segunda instância. Diante dos fatos, a terceira suplente, Marina do PT, protocolou um documento pleiteando a vaga para si.

Matheus Paccini aumentou o salário do procurador para R$27mil

Tem mais coisa que o povo não sabe, e o Minas Acontece revela agora: a atual gestão da Câmara Municipal aumentou o salário do referido procurador para R$ 27 mil na gestão 2025/2028.

O que o povo não sabe é que o procurador da Câmara Municipal tem um boletim de ocorrência de atrito com o primeiro suplente Solar. Inclusive, pediu medida protetiva contra o mesmo, temendo por sua integridade física.

Só que Solar, gostemos ou não, recebeu votos da população para ser o primeiro suplente. Já o procurador é ocupante de um cargo comissionado de confiança da presidência da Casa, hoje exercida pelo vereador Matheus Paccini, do PDT. Esse procurador não recebeu nenhum voto da população.

O que o povo não sabe é que o salário-base do procurador é de R$ 13.615,34 e, com penduricalhos como “Extensão de Jornada”, de mais R$ 13.615,34, além de R$ 500,00 de vale-alimentação, totaliza um pagamento de R$ 27.730,68. Ou seja, a “nova legislatura” paga ao referido cargo de confiança mais de R$ 27 mil. Dados esses que estão disponíveis no Portal da Transparência da Câmara Municipal de Alfenas.

Vale a pena ressaltar que o ocupante do cargo de confiança referido está na Câmara Municipal desde 2013, ou seja, há mais de 13 anos. O povo de Alfenas votou na mudança nas eleições municipais de 2024 e trocou 10 dos 12 vereadores. Apenas dois conseguiram se reeleger. Mas a mudança, de fato, não aconteceu. O presidente da Casa, vereador Matheus, manteve os mesmos cargos de confiança e aumentou os salários deles.

Mesmo sendo funcionário PÚBLICO, a reportagem preservou a identidade do referido procurador beneficiado.

Entramos em contato com a presidência da Casa, que encaminhou a seguinte resposta sobre a vacância da vaga na Câmara Municipal através da assessoria de comunicação:

“Como já informado na nota, a Mesa Diretora decidiu contratar parecer jurídico especializado em Direito Eleitoral. Esse parecer será dado por empresa contratada e será enviado provavelmente no início da próxima semana, de acordo com o prazo estabelecido no contrato.

Após o envio da decisão, a Mesa Diretora irá se reunir para convocação do suplente.”

Sobre o aumento de salário a assessoria de comunicação não respondeu.

Da Redação – Portal Minas Acontece.