Sul de Minas

Três pessoas são presas e indiciadas por estupro coletivo em Carmo do Rio Claro

O crime ocorreu em setembro de 2020, após investigações foi expedido pela justiça mandados de prisão.

11 de fevereiro de 2022

A Polícia Civil (PCMG) prendeu na quarta-feira (09/02) três pessoas que foram indiciadas por estupro coletivo na cidade de Carmo do Rio Claro (MG), através de mandados de prisão expedidos contra dois homens de 23 e 40 anos, e uma mulher de 32 anos, por envolvimento no  estupro coletivo de uma mulher, de 46 anos, em estado de vulnerabilidade. O crime ocorreu no dia 19 de setembro de 2020, em uma borracharia da cidade.
Na época dos fatos, a mulher relatou à polícia que estaria com uma amiga, irmã de um dos suspeitos, fazendo uso de bebida alcoólica, quando os dois homens a convidaram para continuar bebendo em um lugar próximo. No local, após a vítima se recusar a ter relação sexual, ela foi agredida com um soco no rosto e desacordou. Ao recuperar parcialmente a consciência, notou que estava nua e com um dos homens a estuprando. Em seguida, o segundo homem continuou com a violência sexual.
A mulher afirma que ainda tentou resistir e afastar os agressores, mas além de estar embriagada, os homens eram mais fortes que ela. Após despertar, a mulher percebeu que não havia ninguém no imóvel e fugiu, sendo socorrida por uma pessoa que a encontrou machucada.
Levantamentos indicam que a amiga não entrou no imóvel onde o crime ocorreu.
Por meio do registro de ocorrência feito pela Polícia Militar (PMMG) a Polícia Civil teve conhecimento dos fatos e iniciou as investigações. De acordo com as primeiras informações, a vítima teria sido encontrada totalmente embriagada e com lesões no corpo, sendo levada ao hospital, onde relatou ter sofrido violência sexual.
Inicialmente, os suspeitos negaram ter mantido relação sexual com a vítima. Em um segundo momento, ambos confessaram que fizeram uso de bebida alcoólica com a mulher e que estiveram na borracharia, local dos fatos. Eles ainda confirmam que mantiveram relação sexual, mas de forma consensual.
No entanto os investigadores verificaram inconsistências nos relatos dos investigados, comprovando o envolvimento deles no crime. Ainda no curso das apurações, os policiais identificaram que a irmã de um dos suspeitos fez afirmação falsa durante o inquérito policial, motivo pelo qual também foi indiciada.
Da Redação